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[ recortes de inconformismo ]
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Renúncia Inconformada, que, num desespero esforço de encontrar os secretos tesoiros da unidade eterna, às vezes os leva a meter um cartucho de dinamite nas pedras veneráveis, a ver se elas resistem à inquietação do presente. MT
THIN-SLICING
Esta nova estratégia faz parte daquilo a que se chama agora thin-slicing, uma táctica que, rápida e efectivamente, capta a natureza do todo através de uma fatia minúscula da pessoa, do consumidor. É uma espécie de recolha de primeiras impressões elevadas a níveis científicos. Os animais há muito que o fazem. Cheiram e compreendem. Os médicos observam os sintomas e percebem a agonia. E, num jantar de amigos, basta olhar para a linguagem do outro casal para que fique claro em que estado se encontra aquela relação.
Todos nós já usamos, intuitivamente, o thin-slicing. Agora, o capitalismo de ponta adoptou a mesma esperteza. Junta uma palavra escutada ao telefone, combina-a com as compras que fizemos com o cartão de crédito e, zás, o que somos passou a ser do domínio público.
Rui Henriques Coimbra in ÚNICA
Em Los Angeles
Inconformado at 8:05 da tarde
LIBERDADE E GENTLEMANSHIP
Popper explicava que esse era o código do gentleman, obviamente um homem livre e homem de carácter. Rudyard Kipling expressou esse carácter do home livre no poema IF. Edmund Burke tinha captado o memos espírito ao afirmar que "o Rei pode fazer um nobre, mas não um gentleman".
"SE ALGO MEXER, APLIQUE-LHE UM IMPOSTO; SE CONTINUAR A MEXER, APLIQUE-LHE UM REGULAMENTO; SE PARAR, DÊEM-LHE UM SUBSÍDIO".
Contra o espírito da gentlemanship, o século XX assistiu, quase indefeso, à investida furiosa da contracultura niilista, originária dos dois fanáticos alemães do século XIX: Marx, à extrema-esquerda, e Nietzsche, à extrema-direita.
De mãos dadas com a contracultura, cresceu o culto da centralização e do Estado, e a mentalidade controladora dos burocratas. Esta mentalidade foi imortalizada pelo sarcasmo de Ronald Reegan: "If it moves, tax it. If it keeps moving, regulate. If it stops, subsidize it".
A liberdade funciona. É altura de parar esta mentalidade estatista, escreveu o irlandês Pat Cox, ex-presidente do Parlamento Europeu, numa espécie de carta aberta ao novo Presidente da Comissão, José Manuel Barroso, publicada por "The Wall Steet Jornal", no dia 20 de Janeiro. "A EU presica de um sério debate não sobre harmonização fiscal - que espalha o vírus do fracasso- mas sobre a redução dos impostos que possa libertar a escolha de consumidores e investidores e estimular a economia europeia".
"Freedom Works", concluiu Pat Cox. Era bom que ele explicasse isso aos nossos partidos políticos lhes desse um conselho: baixem os impostos e deixem os portugueses trabalhar em liberdade.
MAR ABERTO coluna de João Carlos Espada in CARTAZ - Expresso 2005
Inconformado at 9:05 da tarde